quarta-feira, 25 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
NEW COMMENT!!!! THANKS!
Comentário ao trabalho da colega Maria Helena Quadrado
A minha interpretação da tarefa pedida para esta semana foi a de fazer um trabalho que estivesse relacionado com a realidade da nossa intervenção e, logicamente, da nossa escola.
Tal como a colega Maria Helena, também eu optei por referir situações concretas da minha biblioteca, pois já percebi as linhas gerais do funcionamento deste processo, havendo agora que o adaptar às diferentes realidades.
Na minha opinião, o meu e o seu trabalho são muito idênticos no conteúdo, muito embora o meu poder de síntese ainda não esteja tão desenvolvido (lá chegarei…).
Gostei da forma concreta como actividades e projectos estão apresentados e, muito sinceramente, vou tentar seguir o seu exemplo e ser mais concisa nas minhas intervenções.
Parabéns!
Maria de Nazaré Bilro
domingo, 22 de novembro de 2009
4ª sessão - Metodologias de operacionalização(parte I)- Domínio B - Leitura e Literacia
O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares
Metodologias de operacionalização (parte I)
Indicador de Processo – B1 (Trabalho da BE ao serviço da promoção da leitura)
Indicador de Impacto/Outcome – B3 (Impacto do trabalho da BE nas atitudes e competências dos alunos, no âmbito da leitura
E das literacias)
Destes dois indicadores, os principais desafios residem na avaliação dos Impactos dado que medir os Outcomes no sentido do valor que os utilizadores atribuem ao emriquecimento de conhecimento, de competências, de atitudes, valores e níveis de sucesso entre outros é o que nos apresenta maior dificuldade e complexidade. Daí a necessidade de :
- Clarificar adequadamente os objectivos da BE;
- Esclarecer os objectivos de aprendizagem dos alunos em relação com a biblioteca;
- Estabelecer os indicadores adequados para essas aprendizagens;
- Recolher as evidências (quantitativas e qualitativas)
- Assegurar a realização do processo de recolha, tratamento, análise e comunicação dos dados.
Leitura e Literacia |
| Indicadores | Factores críticos de sucesso |
| B1- Trabalho da BE ao serviço da promoção da leitura | A BE desenvolve, de forma sistemática, actividades no âmbito da promoção da leitura: · Pare, Escute e Leia · Semana da leitura · Cascata de livros lidos pelos mais crescidos e vice versa · Inter-turmas de leitura · Leitura orientada na sala de aula · Concursos literários A BE organiza sessões de leitura, de reconto ou outras que associem diferentes formas de leitura, de escrita ou de comunicação com o objectivo de promover o gosto pela leitura: · A Hora do Conto · Ler à Sobremesa · Roda de livros com sotaque · Leitura solidária · Contadores de histórias A BE promove encontros com escritores ou outros eventos culturais que aproximem os alunos dos livros ou de outros materiais e incentivem o gosto pela leitura: · Feiras do livro · Vinda de escritores · Vinda de ilustradores A BE promove a articulação da leitura com os diferentes domínios curriculares ou com outras instituições: · Ler Ciência · Ler Património · Ler Sons … ouvir música · Ler Imagem · Ler Pessoa · Ler em Movimento · Estórias da História A BE disponibiliza uma colecção variada e adequada aos gostos e interesses de informação dos utilizadores: · Leituras frescas · Sou fã de … · Eu li e gostei! E tu? A BE procura estar informada relativamenteàs linhas de orientação e actividades de propostas pelo Plano Nacional de Leitura |
| Recolha de evidências | Acções para melhoria |
| Questionários aos professores (QP2) e aos alunos(QA2) Estatísticas de utilização da BE para actividades de leitura programada/articulada com outros docentes Questionários aos alunos(QA2) Postagens no blogue “Leituras e Olhares” de comentários sobre as diversas actividades Estatísticas de requisição/ uso de recursos da informação | Promover o diálogo informal com as crianças e os jovens utilizadores da BE, incentivando-os à leitura. Continuar a promover actividades de leitura em voz alta, de leitura partilhada ou animações que cativem as crianças e os jovens e induzam comportamentos de leitura. Reforçar o trabalho articulado com os departamentos, docentes e a abertura a projectos externos. Realizar avaliações periódicas, no sentido de identificar limitações neste domínio. Programar, com regularidade, visitas dos elementos da equipa à Biblioteca Pública e às livrarias para conhecimento de novidades editoriais. |
| Indicadores | Factores críticos de sucesso |
| B3 - Impacto do trabalho da BE nas atitudes e competências dos alunos, no âmbito da leitura e das literacias | Os alunos utilizam a BE para ler de forma recreativa, para se informar ou para realizar trabalhos escolares. Os alunos, de acordo com o seu nível de escolaridade, manifestam progressos nas competências de leitura, lendo mais e com maior profundidade. Os alunos desenvolvem trabalhos onde interagem com equipamentos e ambientes informacionais variados, manifestando progressos nas suas competêmncias no âmbito da leitura e das literacias. |
| Recolha de evidências | Acções para melhoria |
| Apanhados… a ler em Cartazes distribuídos pela escola; Boletim da BE Blogue “Leituras e Olhares” Estatísticas de utilização da BE para actividades de leitura. Estatísticas de requisição domiciliária. Análise diacrónica da avaliaçã dos alunos. Exposição de trabalhos realizados pelos alunos. Observação da utilização da BE (O2) Questionários aos professores (QP2) e aos alunos(QA2) | Dialogar com os alunos com vista à identificação de interesses e neessidades no campo da leitura e das literacias. Promover o diálogo com os docentes no sentido de garantir um esforço conjunto para que o desenvolvimento de competências de leitura, estudo e investigação seja adequadamente inserido nos diferentes currículos e actividades |
INSEGURANÇA
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
FELICIDADE É ...
chegarem gota a gota, comentários positivos ao meu trabalho.
Comentário:
Para quem tem 6 turmas ( e a preparar visitas a Itália, uma tarefa importantissima num país onde ainda temos muita gente "castiça" que não percebe que há outros mundos) soubeste espelhar a realidade da biblioteca, o que denota um trabalho muito anterior.
Não me parece que o vosso catálogo esteja muito atrasado. É uma tarefa de anos que é difícil completar e que não pode ser desprezada nesta sociedade de conhecimento e informação.
As dificuldades na pesquisa dos alunos são gerais e penso que é uma das grandes tarefas das bibliotecas, em conjunto com os outros professores, para que se vá acabando com os trabalhos de cópia pura e simples ou disfarçada, que inquina muito do que se faz por aí em Área de Projecto, o que tem consequências nefastas no futuro escolar e profissional.
A questão da equipa tem que ser melhor clarificada por quem manda. É um problema que tenho sentido ao longo dos anos.
O catálogo colectivo on-line poderá ser uma realidade, mas há uma forma fácil, através da RBE, onde é fácil alojar no Bibliopac que é normalizado como a Porbase, o que permite pôr links nos computadores que quisermos. Por exemplo, na minha escola temos uma versão não actualizada:
João Simas
Comentário ao trabalho da colega Helena Quadrado
Helena, escolhi o teu trabalho porque, como todos os que tens realizado, demonstra o grande empenho da tua parte. Não sendo professora bibliotecária, apenas fazendo parte da equipa, tens revelado um enorme envolvimento com o trabalho realizado na biblioteca e seria muito bom que isso acontecesse com os restantes professores.
Este trabalho está bem estruturado, é objectivo e claro quanto ao que se pretende com a auto-avaliação da biblioteca. Referiste, e muito bem, o papel do professor bibliotecário em todo este processo. Parabéns!
Carla Santos
domingo, 15 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
SINTO-ME LIGEIRAMENTE PESADA ...
terça-feira, 10 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
Análise crítica ao Modelo de Avaliação da BE
De acordo com o Texto da Sessão, julgo importante iniciar a minha reflexão com a ideia nele veiculada de que é a auto-avaliação da biblioteca que ajudará a identificar o caminho que a BE deve seguir com vista à melhoria do seu desempenho. Actualmente, o desempenho da BE não se limita a satisfazer os utilizadores em termos de satisfação com as instalações, os equipamentos, as colecções, o serviço de atendimento, as pesquisas bibliográficas entre outros. Actualmente, é objectivo da BE, as competências que os utilizadores desenvolvem (o aluno apresenta-se como actor activo, construtor do próprio conhecimento), a procura e a descoberta do saber (Inquiry Based Learning), mas também o desenvolvimento de novas literacias com a introdução das TIC, as atitudes, os valores, os níveis de sucesso e a inclusão entre outros.
Perguntamo-nos sobre a pertinência da existência de um Modelo de Avaliação e uma vez que se avalia o resultado, o valor da BE na escola/ nos alunos é de todo pertinente existir uma auto-avaliação. Essa avaliação permite-nos validar o que fazemos, como fazemos, onde estamos e até onde queremos ir, mas também a nossa intervenção e as mais-valias que acrescentamos.
Passando em seguida à refexão sobre a organização estrutural e funcional do Modelo convém referir como é a sua constituição. Deste modo, o referido Modelo é constituído por quatro Domínios, divididos em Subdomínios:
A. Apoio ao Desenvolvimento Curricular
A.1. Articulação curricular da BE com as estruturas pedagógicas e os docentes
A.2. Desenvolvimento da literacia da informação
B. Leitura e Literacia
C. Projectos, Parcerias e Actividades Livres e de Abertura à Comunidade
C.1. Apoio a actividades livres, extra-curriculares e de enriquecimento curricular
C.2. Projectos e parcerias
D. Gestão da Biblioteca Escolar
D.1. Articulação da BE com a Escola/Agrupamento. Acesso e serviços prestados pela BE
D.2. Condições humanas e materiais para a prestação dos serviços
D.3. Gestão da colecção
Uma vez que este Modelo é vasto e complexo em termos de aplicação, deve-se escolher anualmente um dos quatros domínios a pôr em prática. Na BE da escola onde lecciono e de cuja equipa faço parte, já se avaliaram os domínios A e B. Este ano, o enfoque será no domínio C e consequentes subdomínios. Cada etapa compreende um ciclo: identificação de um problema ou de um desafio; recolha de evidências ( que validam o que funciona e identificam possíveis gaps ou constrangimentos); interpretação da informação recolhida; realização das mudanças necessárias; recolha de novas evidências acerca do impacto dessas mudanças.
A implementação deste Modelo de Avaliação pressupõe uma liderança forte do professor bibliotecário que deverá conduzir a uma metodologia de sensibilização que envolva toda a escola.
E, ao mesmo tempo, o mesmo deverá prestar contas do impacto dos seus serviços perante a escola e todos os que estão ligados ao seu funcionamento.
No artigo “This man wants to change your job” de Michael B. Einseberg e Danielle H. Miller reforça-se o papel do professor bibliotecário como o facilitador da aprendizagem. O sucesso do seu trabalho dependerá de três factores: da articulação entre a sua visão e planificação; da sua estratégia e do seu poder de comunicação. No que se refere à articulação, sendo o professor bibliotecário um professor ser-lhe-á mais fácil articular com os outros professores de forma a integrar os recursos da BE no currículo: “As a partner, the school librarian joins with teachers and others to identify links across student information needs, curricular content, learning outcomes, and a wide variety of print, nonprint and electronic information resources”. Assim, as actividades da BE surgirão de acordo com as necessidades de aprendizagem dos alunos como por exemplo, palestras sobre temas/problemas que façam parte do seu currículo.
O que Einsenberg e Mill referem como um professor bibliotecário estratégico, depende muito da atitude do mesmo: “Attributes of a positive attitude include passion, enthusiasm, optimism and energy. Successful school librarians are often characterised by their positive can-do attitudes”. Surge-nos então a importância da comunicação que para ser eficiente deve ser regular e para toda a comunidade escolar através de um sítio ou blogue da BE: “ You can also supplement your regular communications by setting up a web site with quarterly updates and highligts on your students’ accomplishments. Consider putting together an online discussion group for administrators and parents.” Esta última sugestão vai ser posta em prática através da plataforma Moodle do sítio do Agrupamento e será essencialmente a partilha de experiências de leituras ou não-leituras com os seus educandos entre outros temas de dicussão.
Por sua vez, no artigo de Ross, J. Todd “School librarian as teachers: learning outcomes and evidence-based practice” são referidos para o bom funcionamento da BE três factores primordiais: primeiro, haver acesso à informação; segundo, haver uma pré-selecção de informação de acordo com o currículo do aluno e terceiro, ao haver parceria/cooperação entre professor e professor bibliotecário, o aluno atinge um nível mais elevado de literacia, de leitura, de aprendizagem, de resolução de problemas e de competências TIC.
Todd Ross apresenta-nos um discurso mais complexo, factor que nos dificulta a compreensão do texto, mas se bem entendi, diz-nos que o professor bibliotecário enfrenta vários desafios durante o seu percurso: preparar o aluno para pôr em prática a sua pesquisa; ajudá-lo a saber pesquisar com objectividade, uma pesquisa focada nos aspectos cognitivos; passar da literacia da informação à construção do conhecimento “Constructing meaning is learning” segundo o citado Wilson e por fim fazer a recolha das evidências que poderão ser através de grelhas de observação de competências; de questionários; de grelhas de análise de trabalhos dos alunos entre outras.
Se Einsenberg e Miller indicam três factores indispensáveis ao trabalho do professor bibliotecário: liderança com visão; liderança com estratégia e liderança em colaboração, Ross acrescenta quatro novos factores: liderança informada; liderança criativa; liderança flexível e liderança sustentada (com base em evidências).
Concluindo, julgo pertinente nomear as competências do professor bibliotecário de forma a que o papel do professor bibliotecário fique mais clarificado.
Competências do professor bibliotecário e estratégias implicadas na sua aplicação
- Promover a integração da biblioteca na escola.
- Contribuir para a elaboração do P.E., do P.A.A., do Regulamento Interno e do Plano de Formação da escola.
- Assegurar a gestão da biblioteca e dos recursos humanos e materiais a ela afectos.
- Promover actividades da BE na escola.
- Desenvolver actividades de cooperação com outros parceiros – SABE / BIBCOM …
- Planear os recursos financeiros.
- Gerir os recursos materiais (espaço, mobiliário, equipamentos específicos).
- Avaliar os serviços da BE através de instrumentos de avaliação do serviço (análises estatísticas) e de relatórios anuais de actividades
- Definir e operacionalizar, em articulação com a Direcção Executiva, as estratégias e actividades de política documental da escola.
- Seleccionar, organizar e difundir o fundo documental e os recursos digitais (catálogos, boletins bibliogáficos, sítio da BE, blogue, wikkis…)
- Coordenar uma equipa previamente definida com a Direcção Executiva.
a. Gerir a atribuição de funções aos elementos da equipa (docentes e não docentes).
- Favorecer o desenvolvimento das literacias, designadamente da leitura e da informação e apoiar o desenvolvimento curricular.
- Colaborar com os departamentos curriculares e com os professores em geral, de forma a integrar os recursos da BE no currículo.
- Programar e executar, com alunos e professores, actividades e projectos para o desenvolvimento de competências e hábitos de leitura.
- Programar e executar actividades e projectos para o desenvolvimento de competências de informação (guiões de orientação e outros instrumentos de apoio).
- Promover o uso da biblioteca e dos seus recursos dentro e fora da escola.
- Promover a valorização da biblioteca na ocupação de tempos livres.
- Desenvolver estratégias de promoção e marketing da BE (exposições, colóquios, palestras, sítio e/ou blogue da BE …)
- Representar a BE no Conselho Pedagógico.
Todo este enfoque no professor bibliotecário parece-me necessário porque depende do seu perfil e actuação a construção da BE como centro do saber.
No que diz respeito ao Modelo de Avaliação, os resultados obtidos na auto-avaliação deverão ser objecto de análise e de procura de melhoria, a análise dos sucessos e das limitações perspectivam um novo plano de acção com vista a uma melhoria de melhoria.
Maria Helena Ramalho Costa Quadrado









